Domingo, 30 de Novembro de 2008

BOAVISTA 2-0 U. LEIRIA

BOAVISTA REGRESSA ÀS VITÓRIAS NO BESSA

O BOAVISTA VENCEU A UNIÃO DE LEIRIA POR 2-0. JOÃO TOMÁS FOI O AUTOR DOS DOIS GOLOS, APONTADOS NUMA SEGUNDA PARTE COM MUITA ATITUDE DOS ATLETAS AXADREZADOS. O FRIO PODE TER AFASTADO MUITA GENTE DO BESSA, MAS OS IRREDUTÍVEIS SABOREARAM A VITÓRIA QUATRO JORNADAS DEPOIS.

 

PATRÍCIA MARTINS

 

Com a chuva e frio que se fazia sentir na cidade do Porto o número de pessoas que se deslocou ao estádio foi bastante reduzido. Ainda assim, suficiente para fazerem sentir o seu apoio aos jogadores que envergaram o xadrez.

Rui Bento fez alinhar na baliza o já habitual Sérgio Leite, acompanhado por Zâmbia, Gilberto, François, Bruno Pinheiro, Bruno Monteiro, Pedro Moreira, Rui Lima, Sidnei, Adriano e Ivan Santos.

A primeira parte tornou-se algo enfadonha, sem qualidade de parte a parte e com os guarda-redes sem grandes oportunidades para combaterem as baixas temperaturas. As oportunidades de golo não apareciam e a bola era disputada maioritariamente a meio campo.

Na segunda metade, ao contrário do habitual, o rendimento do Boavista subiu de nível: o treinador axadrezado fez entrar João Tomás e acabou por ser, justamente, o camisola 9 o responsável pelos dois golos da vitória do Boavista.

Os boavisteiros arriscaram e mostraram que havia vontade em conquistar os três pontos. Aos 66 minutos João Tomás é chamado a converter uma grande penalidade assinalada pelo árbitro Pedro Proença e não falhou. Era hora de festejar na bancada pois estava feito o primeiro golo.

A União de Leiria ainda tentou correr em busca da igualdade, sem efeito. O Boavista estava imparável e contra-atacava sempre com algum perigo. A demonstração de garra e atitude acabaram por ser recompensados ao minuto 89 com João Tomás a bisar ma partida: ganhou a bola ao central adversário Luís Carlos e bateu o guarda-redes leiriense com um chapéu de belo efeito.

Na bancada o entusiasmo era audível, com os Panteras Negras a festejarem finalmente a vitória que já lhes escapava à quatro jornadas. Os cerca de mil espectadores que estavam no Bessa assistiram a uma boa segunda parte de futebol.

No final do encontro, Rui Bento destacou a “entrega excelente” e estava notavelmente satisfeito com a “total disponibilidade” de entrega à partida dos seus jogadores: “Com esta atitude, podemos discutir qualquer jogo”.

O Boavista ocupa o 8º lugar na tabela classificativa e na próxima jornada da Liga Vitalis desloca-se aos Açores para defrontar o segundo classificado Santa Clara.

 

P.N. GAIA – SEMPRE PRESENTES!!!

 

 

 

 


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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Boavista F. C. vs U. de Leiria

 

Amanhã, Dia 30 de Novembro, às 15h!!

Comparece no Estádio do Bessa Sec. XXI para apoiar o Mágico Xadrez!!!

Todo o Apoio é Fundamental!!!

 

Ultras P.N. Gaia

Sempre Presentes!!!

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publicado por Ultras P.N. Gaia às 23:46
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

FREAMUNDE 2-0 BOAVISTA

FREAMUNDE IMPÕE AO BOAVISTA A TERCEIRA DERROTA CONSECUTIVA

 

 O BOAVISTA SAIU DERROTADO DE FREAMUNDE POR 2-0 E DEMONSTROU POUCA MOTIVAÇÃO EM LUTAR PELA VITÓRIA. DOIS MESES DEPOIS FREAMUNDE REGRESSA ÀS VITÓRIAS E FAZ OS AXADREZADOS SOMAREM O TERCEIRO DESAIRE CONSECUTIVO.

 

PATRÍCIA MARTINS

 

Por volta das 9:30h da manhã já muitos Panteras se concentravam em frente ao estádio do Bessa para seguirem em cortejo até Freamunde. Antes da partida ainda apareceu o presidente Álvaro Braga para cumprimentar a Panterada. Na auto-estrada foi sonoro e visível a quantidade de carros “axadrezados” que rumavam a norte: Cachecóis nas janelas a esvoaçar com o vento, buzinas a tocar e brincadeiras entre velhos conhecidos enquanto tentavam encontrar o caminho certo até ao destino.

Chegados ao estádio já lá estavam bastantes adeptos do Boavista a marcar presença. Embora o número tenha reduzido claramente face a Santa Maria da Feira, era ainda uma boa marca a considerar depois de duas derrotas. Hora da festa: vários balões pretos e brancos foram distribuídos pelo núcleo de Gaia e, na hora das equipas subirem ao relvado, abrilhantaram o sector reservado aos visitantes.

Dentro de campo Rui Bento fez alinhar Sérgio Leite, Diogo Fernandes (Ivan), Gilberto, Renato, Bruno Pinheiro, Bruno Monteiro, Fuska, Rui Lima, Sidnei, Adriano (Márcio Tarrafa) e João Tomás. De sublinhar a falta que faz Jorge Silva que continua por esta altura lesionado.

O Boavista criou a primeira oportunidade de golo através de Sidnei logo aos 10 minutos, no entanto, o defesa Rui Jorge cortou o lance em cima da linha evitando o golo. Na resposta ao lance Bock ainda tentou rematar mas já com pouca força mas uma boa triangulação.

O primeiro golo surgiu aos 20 minutos de jogo, com o médio Filipe Pastel a assistir Nelson que segue com o esférico mais uns metros e chuta para o fundo das redes. Estava feito o 1-0 para a equipa da casa.

Ainda os jogadores do Boavista arrancavam para o segundo tempo, já o Freamunde alargava o resultado. Com um cruzamento a surgir da esquerda, é a vez de Bock desviar para a baliza e bater Sérgio Leite (58´). O avançado marca o seu primeiro tento nesta temporada e fecha o resultado no marcador.

Rui Bento ainda tentou mexer na equipa, mas sem resultados. A falta de motivação ficou patente, assim como a capacidade para dar a volta ao resultado. No final da partida o próprio treinador do Boavista admitiu que cometeram erros fulcrais que vão ter que melhorar.

Refira-se que a saída do estádio no final do encontro ficou marcada por confrontos entre polícia e adeptos axadrezados. Apoiantes do Boavista e do Freamunde começaram a provocar-se, lançando bocas ainda junto aos portões, o que levou a uma intervenção intempestiva e descontrolada da polícia presente no local. Os agentes fizeram uso do cassetete com uma violência exagerada sem olhar para quem estava à volta. A ambulância acabou por ser obrigada a intervir para tratar algumas pessoas feridas. Na sequência dos incidentes um jovem boavisteiro ficou detido.

O Boavista caiu para o 12º lugar na tabela classificativa, somando apenas 11 pontos. Na próxima semana recebe a União de Leiria no Estádio do Bessa.

 

P.N. GAIA – SEMPRE PRESENTES!!!

 

 


publicado por Ultras P.N. Gaia às 20:35
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PRESIDENTE DOS PANTERAS NEGRAS AO BLOG PN GAIA

“AS DIFICULDADES ACABAM POR UNIR AS PESSOAS”

 

ACTUAL PRESIDENTE DOS PANTERAS NEGRAS, ZÉ LUÍS É BOAVISTEIRO DESDE SEMPRE. DONO DE UM APURADO SENTIDO DE HUMOR, ZÉ LUÍS CONTA COMO VÊ O MOVIMENTO ULTRA EM PORTUGAL E ABRE AS PORTAS DA CLAQUE AXADREZADA, ONDE FICAMOS A CONHECER MELHOR O PASSADO E PRESENTE DO GRUPO. JÁ A ACTUAL CRISE PORQUE PASSA O CLUBE DO BESSA DEIXA UMA DOR PROFUNDA EM TODOS AQUELES QUE DEDICAM A VIDA AO BOAVISTA, MAS O PRESIDENTE ACREDITA QUE ESTA ÉPOCA TEM TRAZIDO À SUPERFÍCIE OS VERDADEIROS BOAVISTEIROS QUE VÃO SUPORTANDO A EQUIPA COM O SEU APOIO E FORÇA DE VONTADE.

 

PATRÍCIA MARTINS

 

·         O que é ser ULTRA?

Não existe uma definição concreta. Cada um é Ultra à sua maneira. É viver o futebol de forma diferente de uma pessoa normal, é projectar a vida, o trabalho e a vida familiar com o futebol. Vives e sentes futebol. Ninguém nasce ultra, as pessoas aprendem e aperfeiçoam-se.

 

·         Há quantos anos vai ao Bessa?

Eu sou o sócio 4420 e faço parte da claque desde 1991. Venho ao Bessa desde pequenino, para aí desde 1987/88.

 

·         O que o levou a presidente dos Panteras Negras?

Vontade de fazer mais.

 

·         O que a sua família acha disso?

É muito complicado porque se perde muitas horas com o futebol é preciso conciliar com o trabalho e a vida familiar. Tem que haver muito bom entendimento e compreensão o que por vezes é complicado.

 

·         Qual a melhor altura que viveram os Panteras Negras?

Anos 90 e a altura em que fomos campeões.

 

·         Qual a pior fase da claque?

Sem sombra de dúvida que foi na época de 98/99, um ano antes de sermos campeões. Isto estava completamente ao abandono. Nós ganhámos a Taça em 96/97, tivemos um ano muito bom, depois o Manuel José sai, o Nuno Gomes é vendido ao Benfica… a pior fase foi essa com tudo num tremendo estado de abandono.

 

·         O que levou a uma separação nos Panteras e ao nascimento da Ala Dura?

Eu vejo isto da seguinte forma: a Ala Dura era considerado o lado do pessoal de um estrato social mais baixo, do chamado bairro, enquanto quem ficou do lado dos Panteras Negras é aquele pessoal mais elitista. Houve aí uma separação porque digamos que houve pessoas que quiseram ter algum protagonismo e a única forma que encontraram de saciar esse desejo foi criar uma nova claque. Na altura o Boavista tinha sido campeão e haviam todas as condições para haver mais uma claque: havia pessoal, vontade, dinheiro, tudo… Mais tarde isso começou a desaparecer e começou a ser ridículo haver duas claques com meia dúzia de pessoas de cada lado. Assim, a Ala Dura separou-se totalmente, e o pessoal da Ala Dura juntou-se novamente aos Panteras. A Ala Dura agora não existe, começou por ser um núcleo dos Panteras, depois houve aí uns problemas e separaram-se, mas nunca houve aqui duas direcções nos Panteras. A Ala Dura neste momento não existe.

 

·         Se na altura houve a separação devido a conflitos, agora que estão novamente juntos está tudo sanado ou ficou alguma mágoa?

Ficou sanado, mas não esquece. Pode rebentar a qualquer momento.

 

·         Como vê o movimento ultra em Portugal?

Penso que em Portugal existem dois movimentos ultras: aquele dos chamados “três estarolas”, que têm muito apoio dos clubes em dinheiro, o que permite uma bancada com muita gente, muitas bandeiras e coreografias e depois existe o movimento ultra de todos os outros clubes. É tudo uma questão de números. Não é que aqueles que são muitos sejam melhores que nós, muito pelo contrário, difícil é o que nós fazemos porque eles têm muitos apoios. Mas o movimento Ultra em Portugal é um movimento fechado: é aquela hora no estádio e depois acaba, cada um vai para sua casa… nas claques grandes não há aquela amizade que os liga, pode até haver rivalidades.

 

·         O assunto do preço dos bilhetes está na actualidade. Seria possível uma verdadeira união entre as claques dos vários clubes para combater algo que afecta a todos aqueles que se deslocam aos estádios para apoiar as suas equipas?

Uma união nas ruas é impossível. Isso era para se transformar numa batalha campal. Agora o que poderá haver e foi uma ideia que já transmiti algumas vezes era por exemplo num fim-de-semana dividir uma frase por todos os jogos. A primeira equipa a entrar em campo começava parte da frase, a seguinte continuava e por aí fora, a terminar no último jogo da jornada. Aí transmitia uma união em relação a essa ideia, mostrava que estão todos pelo mesmo. Agora juntar todos na mesma mesa não corre bem.

 

·         Que tipo de pessoas se encontram dentro de um movimento ultra?

Todo o tipo de pessoas. Pessoas de esquerda, de direita, boas, más, pobres, ricas, consumidores de droga, pessoas que só bebem água… tudo!

 

·         Uma ideia sempre ligada às claques pela comum das pessoas é a existência de droga. Circula droga dentro dos Panteras Negras?

Há muita “ganza” aí, mas drogas duras não. E não há nenhum tipo de tráfico aqui.

 

·         Existe alguma ligação, dentro dos Panteras, entre futebol e política?

Nos anos 90 nós tínhamos uma amizade com os Celtarras, a claque organizada do Celta de Vigo, eles são de extrema-esquerda. Nessa altura tínhamos aqui mesmo muito pessoal de esquerda, chegamos até a lançar um cachecol que no meio é um punho a dar um murro numa suástica. Mais porque quem estava a liderar a claque também era de esquerda e foi impondo a sua vontade. Mas também sempre tivemos pessoal de direita, embora nesses anos fosse um grupo muito reduzido. Actualmente temos esquerda e direita, talvez a direita sobressaia mais um pouco porque está na moda, são os chamados Skins da moda.

 

·         Mas consegue-se separar bem política e futebol ou por vezes geram-se confusões?

Há sempre bocas. Tento resolver sempre a situação, mas claro que aí também sou um bocado cúmplice, porque como também sou mais de direita, embora não radical, do que de esquerda, sempre que há um problema também há uma tendência.

 

·         Justifica-se violência relacionada com o futebol?

Eu penso que sim e explico porquê: se andamos aqui a defender um clube, percorremos os estádios todos, defendemos as cores da nossa bandeira, é normal que entremos em choque com outras pessoas semelhantes a nós que defendem a bandeira deles. Por vezes confraternizamos todos e bebemos uns copos, outras vezes, obrigatoriamente voltamos ao tempo medieval, transformamo-nos em guerreiros… Podemos ter amizade com determinados grupos, como neste momento temos com o Aberdeen, mas é sempre mais provável haver conflitos com algum grupo português, mesmo que haja uma amizade, porque se confrontam, são adversários directos.

 

·         O que leva a essa violência?

O conceito Ultra está, quer se queira, quer não, ligado à violência. Há muita gente que diz que ser Ultra é apoiar na bancada, fazer coreografias bonitas, ter a chamada “Mentalidade Ultra”, mas a verdade é que existe sempre alguma violência.

 

·         Como terminar com essa má imagem?

Por exemplo com a atitude que o nosso presidente teve em vir para a nossa beira. Aparecendo pessoas mais conhecidas no meio das claques, figuras públicas, com um cariz que influencie a imagem que as pessoas têm disto. É importante os jornais transmitirem essa imagem de apoio, fotografarem, passarem também as coisas boas.

 

·         Ainda recentemente foram noticiadas agressões a jornalistas por parte de adeptos do Boavista. O que se passou e como vê essas atitudes?

Quer queiramos quer não um jornalista será sempre um inimigo de qualquer movimento ultra. Se somos um grupo ultra estamos ali todos pelo mesmo, aquilo não é um filme, não estamos ali para fazer publicidade, por isso não faz sentido haver um jornalista lá no meio. Nisso ainda tenho uma mentalidade muito antiquada, não sou desta nova geração de futebol moderno em que o pessoal é mais “fashion” e quer aparecer. Acho que a maior vergonha a nível do nosso meio Ultra foi o livro lançado pelo “Macaco”. O que ele diz no livro, qualquer elemento Ultra já passou por situações idênticas, só que ele a publicar o livro foi dar a saber a pessoas que não estão ligadas ao futebol, que não conheciam a realidade das claques tudo isso e qual foi o efeito que o livro teve? As pessoas começaram a ver as claques como as piores pessoas possíveis, quando há certas coisas que devíamos manter para nós.

Quanto aos jornalistas, têm-se aproveitado para colocar sempre o clube ainda mais para baixo. Temos que perceber que futebol não é política, envolve sentimentos, para as pessoas que vivem o clube desta forma acontecer algo como acabar o Boavista é para dar em maluco, é como de me tirassem um órgão. Nem quero imaginar!

 

·         Porque se levam petardos para os estádios? Qual o intuito? Concorda?

O petardo é um acessório ao movimento Ultra. Podemos levar muitas bandeiras para os estádios, megafone, bombo, mas falta sempre algo ali que faça barulho e que traga mais luz, mais cor… os petardos, as tochas, etc são coisas importantes, muita gente leva para se fazer ouvir, para marcar posição. Concordo com o petardo quando usado civilmente. Acho que é mesmo possível fazer-se um requerimento à liga para usar esse tipo de coisas em ocasiões especiais, o mais provável é recusarem, mas penso que há essa


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...

possibilidade de aceitarem desde que haja todas as condições de segurança mínimas.

 

·         Como é a relação dos Panteras Negras com a polícia?

Temos uma boa relação com os chamados spotters que é aquela polícia que faz a ligação entre o comando e as claques, na semana anterior a deslocações ligam para saber como vamos, a que horas, se temos bilhetes, etc e nós damos essa informação porque facilita o trabalho para eles e para nós.

É verdade que muitas vezes é a polícia que começam as confusões, a maioria das vezes é mesmo excesso de violência por parte deles que obriga as pessoas a ter uma reacção idêntica à que eles têm connosco.

 

·         Há racismo dentro das claques?

Há. É evidente que existe sempre, mas muitas vezes quando nos acusam de racismo com algum jogador, no fundo é só para tentar desestabilizar o adversário e não por sermos mesmo racistas. Nós somos maioritariamente, 100% mesmo brancos, mas se vier alguém de cor para cá, tem que ter um poder de encaixe grande porque vai sempre ouvir algumas bocas mesmo na brincadeira. Mas a claque, de uma forma geral, não faz discriminação nem põe qualquer tipo de entraves!

 

·         Como está actualmente a situação da claque Panteras Negras?

Penso que estamos bem. A nível de apoio, de presenças no topo e de mentalidade.

 

·         Sabe-se que foram os adeptos que acabaram por levar o símbolo da pantera para o clube. O que esteve na origem do nome Panteras Negras?

Foi uma brincadeira que os mais antigos faziam com o Alfredo. Vinham com uma pantera cor-de-rosa, atiravam para o Alfredo no relvado e ele retribuía o gesto. Aquela situação começou a dar azo a nos chamarem panteras, depois pantera cor-de-rosa não fazia muito sentido, como éramos pretos e brancos ficou Panteras Negras e foi assim que surgiu o nome.

 

·         Quantos elementos tinha a claque quando foi fundada?

Inicialmente foram cinco amigos.

 

·         Quantos elementos têm os Panteras agora?

Inscritos são mais de 500 elementos.

 

·         Qual a média de idades dos elementos?

Faixa etária dos 20 anos.

 

·         Os Panteras Negras são uma claque legalizada?

Sim.

 

·         Em que consiste a legalização das claques e o que pensa sobre isso?

Essa pergunta devia ser feita as pessoas que fizeram a lei. Eu não concordo com isso, porém, apesar de não concordar, sei que para continuarmos da maneira mais pacífica possível a apoiar o Boavista F.C. resolvemos criar a associação porque se não fosse dessa forma não poderíamos exibir faixas, ter apoios do clube, etc. Se não fosse assim éramos uma espécie de grupo com meia dúzia de pessoas completamente isolados. E também não temos qualquer problema em dar nomes e moradas, não nos andamos aqui a esconder de nada. Acredito até que quem não se legalizou sofre muito mais a repressão. Há cerca de um ano que nos legalizamos e sinceramente não vejo diferença nenhuma, não perdemos nada, não deixamos de fazer nada que fizéssemos antes, não nos obrigou a mudar nada no nosso grupo e não há qualquer forma de repressão até hoje sobre nós.

 

·         Como é que a claque é vista pelos restantes sócios do Boavista?

Neste momento estamos muito bem vistos. Nós somos a salvação do Boavista, sem o nosso apoio não teria conseguido ter os pontos que tem, o que é bem verdade. E é mau, porque somos o quarto Maios clube de Portugal e quando um clube assim apenas depende de uma claque para apoio é muito mau. Os restantes sócios, para além da claque, deviam ser muitos mais do que nós.

Mas em termos de apoio penso que temos estado melhor agora do que na primeira divisão. As dificuldades acabam por unir as pessoas.

 

·         Existe alguma estrutura organizacional dentro dos PN ou esta funciona como uma anarquia com os líderes a intervirem apenas em situações de conflito e para desbloqueio de impasses?

Existe. Temos um conselho fiscal (3 elementos), uma assembleia-geral (3 elementos) e uma direcção (5 elementos). Eu obrigatoriamente tenho que intervir e não me posso meter à parte em determinadas situações. Por exemplo, quando fazem algo mal, seja violência ou qualquer outra coisa eu chego à beira das pessoas e tenho que dizer o que está mal, o que devem melhorar, etc.

 

·         Há amizades com outros grupos? Quais?

Amizades oficiais só com o Aberdeen. Depois damo-nos bem com aquele grupos que toda a gente se dá bem: Mancha Negra, VIII Exército, etc.. eu costumo chamar-lhes os “tuti-fruti” porque se dão bem com toda a gente, nunca criam problemas com ninguém.

 

·         Há “inimigos de estimação”?

O nosso inimigo número um é o Guimarães e temos que voltar um pouco atrás na história: nos anos 90 nós disputávamos os lugares de acesso às provas europeias com o Guimarães, eles querem ter mais conquistas que nós e não conseguem chegar perto do que nós já atingimos. Depois, um bom Boavisteiro também não gosta do Porto, que é o rival da cidade.

 

·         Qual o vosso lema e qual o ideal?

Só os fortes resistem, só os fracos desistem! O nosso lema é apoiar o Boavista em qualquer divisão, em qualquer situação, em qualquer estádio, até morrer!

 

·         O que são os núcleos que se formam dentro das claques e qual o seu objectivo?

O objectivo é organizar melhor. Por exemplo, somos todos da mesma zona e em vez de fazer muitos telefonemas, faz-se só para o chefe do núcleo e cabe a ele transmitir aos outros e cativar o pessoal a ir. Também acaba por ser uma identidade territorial. Pode haver rivalidade por um núcleo ter uma bandeira mais bonita do que outra ou mais protagonismo, mas eu acho que isso é saudável, porque se acabam por se “picar” entre eles o resultado só pode ser o Boavista sair beneficiado. Vê-se um núcleo a fazer uma coisa bonita e o outro vem e diz “vamos fazer ainda melhor!”, o que acaba por ser uma rivalidade saudável desde que não se peguem à “porrada” uns com os outros. Querem ver quem faz mais e melhor pelo Boavista.

 

·         Porque é que as claques se posicionam geralmente num topo? Qual o significado do Topo Sul?

Curva, topo, são sempre palavras que se associam a uma claque e se virmos a história das claques está intrinsecamente ligada a Itália e eles lá usam muito essas expressões. Depois se repararmos é uma forma de poder, é uma palavra que marca posição, é como se tiveres sentado à cabeceira da mesa.

 

·         O que se tem que fazer para pertencer à claque?

Basta ser boavisteiro, ter disponibilidade para acompanhar, mentalizar-se que a vida vai ser um bocado adaptada em função do futebol e muita gente não consegue conciliar.

 

·         Há apoios por parte da direcção do Boavista à claque?

Há. Apoia-nos desde já neste espaço que temos (sede), apoia-nos com bilhetes, permite-nos estabelecermos contactos com outros clubes para fazermos permutas que depois temos que respeitar cá também. Embora não haja nada assinado, é tudo pela palavra, se eu pedir 100 bilhetes ao outro clube, depois tenho que lhes arranjar 100 bilhetes cá no Bessa, é um código de conduta entre claques: por muito que me dê mal com alguém de algum clube, nessa altura temos que cumprir a palavra, porque é bom para os Ultras deles e para os meus Ultras.

Dinheiro propriamente dito, nada. Nunca houve, o Boavista nunca deu dinheiro, mas em determinadas alturas ofereceu faixas, pagou camionetas para deslocações, etc… mas quem ajuda nesse sentido normalmente é o presidente que estiver no clube.

 

·         Como vê a situação em que se encontra o Boavista?

Muito má! Muito perigosa e dolorosa demais para falar.

 

 

Curiosidades:

 

v  Nome – José Luís Ribeiro

v  Idade – 30 anos

v  Local de Nascimento – Paranhos - Porto

v  Profissão - Segurança

v  Hobbies – Cinema, desporto, leitura e dormir

v  Filme – “Ultra - assalto ao estádio”

v  Livro – “Entre os vândalos - o futebol e a violência”

v  Música - Business

 

P.N. GAIA – SEMPRE PRESENTES!!!

 


publicado por Ultras P.N. Gaia às 23:44
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

INICIADOS: Boavista 0-1 F.C. Porto

 

 

 

Os Iniciados do Boavista Futebol Clube defrontaram na manhã do passado Domingo o F.C. Porto no campo do Olival.

 

Apesar da derrota pela margem mínima (1-0), os nossos iniciados mostraram vontade em vencer e a qualidade da formação axadrezada.

 

Recorde-se que os nossos jovens atletas treinam durante toda a semana num campo pelado, sem grandes condições e, ainda assim, conseguem ombrear com clubes que têm condições muito melhores.

 

O agradecimento também ao Nuno Cerqueira, um dos membros do núcleo dos PN Gaia, pelo trabalho desenvolvido como Director dos Iniciados no futebol de formação do Boavista. Na situação que o clube se encontra todas as atitudes para ajudar o clube por parte dos boavisteiros são de louvar.

 

Um bem haja aos nossos "miúdos" e que o futuro nos traga grandes jogadores formados nas nossas escolas!

 

 

Porque o Boavista não é só futebol profissional...

P.N. Gaia - Sempre Presentes!!!


publicado por Ultras P.N. Gaia às 22:13
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

BOAVISTA 1-2 Beira-Mar

BOAVISTA PERDE PELA PRIMEIRA VEZ NO BESSA

 

 

COM A VANTAGEM NO MARCADOR TRAZIDA AINDA DA PRIMEIRA PARTE, O BOAVISTA ACABOU POR DEIXAR ESCAPAR OS TRÊS PONTOS NUMA SEGUNDA PARTE MAL JOGADA. FARY REGRESSOU AO BESSA SOBRE APLAUSOS DOS BOAVISTEIROS E COM CLARO CARINHO PELO CLUBE AXADREZADO, MAS ACABOU MESMO POR MARCAR E AJUDAR A QUE A VITÓRIA DO JOGO SEGUISSE PARA AVEIRO.

 

PATRÍCIA MARTINS

 

Infelizmente o cenário nas bancadas do Bessa não era o habitual dos últimos tempos: pouca gente para um jogo numa tarde Domingueira, repleta de sol e onde o resultado era importante para o Boavista mostrar que pode aspirar a um regresso à primeira divisão.

Em campo, devido à lesão de Jorge Silva e do avançado Sidnei, o treinador Rui Bento fez alinhar Sérgio Leite na baliza, Gilberto, Diogo Fernandes, Bruno Pinheiro e Renato na linha defensiva, Bruno Monteiro, Pedro Moreira e Rui Lima a meio campo, Márcio Tarrafa, Adriano e João Tomás na frente de ataque.

Não se pode dizer que tenha sido uma primeira parte brilhante dos jogadores axadrezados, como tinha acontecido na semana passada, no entanto ia-se jogando de forma morna e o equilíbrio no jogo era assegurado. Tal como a partida também os adeptos estavam a meio gás. Embora nunca tenha sido colocado em causa o apoio incondicional à equipa, algo demonstrava que a animação não era tanta como nas últimas partidas.

Já em período de descontos para o intervalo, o árbitro da partida assinala e bem uma grande penalidade que favorece a equipa da casa. Falta do defesa do Beira-Mar sobre João Tomás dentro da grande área e o número 9 do Bessa a atirar para o fundo da baliza. Estava feita a vantagem.

A segunda parte trouxe um Boavista desorganizado, com Adriano a falhar inúmeras oportunidades e a perder mais lances do que o esperado. Os adeptos na bancada impacientavam-se. Aos 66 minutos Kanu cabeceia para o golo da equipa de Aveiro, na sequência de um canto.

O Boavista ia tentando voltar à liderança, mas a verdade é que nunca conseguiu. Os jogadores do Beira-Mar subiam no terreno e encostavam os axadrezados ao sector defensivo. No topo sul destaque para a boa recepção que os Panteras Negras fizeram a Fary a cantarem o seu nome, gesto que o jogador retribuiu agradecendo feliz com a atitude dos Boavisteiros.

Pouco depois, acabado de entrar, foi esse mesmo Fary que selou a derrota do Boavista ao marcar o segundo golo do Beira-Mar (77´). De ressalvar a excelente reacção do senegalês que pediu desculpa aos Panteras do topo sul pelo golo que acabara de marcar.

Daí até ao fim do jogo nada de melhor há a acrescentar na prestação dos jogadores comandados por Rui Bento: completamente desnorteados não foram capazes de reagir e encontrar um rumo certeiro por onde seguir. Ainda assim no final os adeptos bateram palmas ao esforço de toda a equipa, apesar da clara desilusão.

Na sala de imprensa Rui Bento admitiu o mau jogo da sua equipa e mais uma vez fez questão de frisar o apoio dos sócios que considerou “o melhor no jogo”.

Na próxima jornada o Boavista desloca-se a Freamunde pelas 11:15h de Domingo, jogo no qual é importante todos os boavisteiros demonstrarem que jamais vão desistir.

 

P.N. GAIA – SEMPRE PRESENTES!!!

 

P.S. - Aqui ficam alguns vídeos deste encontro, entre os quais o do golo do Boavista:

 

http://www.youtube.com/watch?v=ID3WGCo2uFM

 

http://www.youtube.com/watch?v=VocmiqXY7V8

 

http://www.youtube.com/watch?v=MxbfaqiM1qw

 


publicado por Ultras P.N. Gaia às 21:25
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

BOAVISTA x Beira-Mar

 

Amanhã todos ao Bessa, pelas 15h, apoiar o Mágico Xadrez diante do Beira-Mar!


publicado por Ultras P.N. Gaia às 23:08
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

ENTREVISTA EXCLUSIVA DE RUI BENTO AO BLOG PN GAIA

“VIR PARA O BOAVISTA FOI ASSUMIR UM RISCO ENORME, MAS O CORAÇÃO FALOU MAIS ALTO E NÃO ESTOU ARREPENDIDO”

 

 

Rui Bento tem personalidade vincada. Não esconde que as suas grandes paixões na vida são a família, os amigos e o futebol. Com uma carreira preenchida com Benfica, Boavista e Sporting, com muitas internacionalizações e títulos à mistura, o médio colocou um ponto final na carreira de jogador com apenas 31 anos. Desde então as suas funções permanecem no relvado, mas agora como treinador. Esta época regressou ao Boavista para orientar as tropas naquela que é, provavelmente, a altura mais difícil da vida do clube. Rui Bento não esconde que foi unicamente o sentimento pelo clube que o fez atirar-se de cabeça neste projecto para reerguer o Boavista.

 

PATRÍCIA MARTINS

 

 

 

 

·         Após sair do Penafiel, chegou a referir em entrevistas que só aceitaria um bom projecto, onde houvesse um rumo a seguir, ideias concretas e objectivos para alcançar. Encontrou isso na proposta do Boavista?

Não. Eu nisso que digo aí devia ter posto uma excepção, porque realmente isso era o que eu sentia e sinto. A visão que tenho de futebol é de um jogo atraente, que não seja submisso, que tenha espectáculo e é verdade que nunca consegui concretizar porque nunca consegui estar num enquadramento de clube onde possa com tempo preparar um os jogadores que se enquadrem na minha perspectiva. Esta é a única forma de criar um futebol mais atractivo e que traga mais gente aos estádios. Ainda não foi desta vez e falo em excepção porque realmente eu não estava minimamente à espera de treinar o Boavista. Eu estava de férias, já não tinha férias na altura de Agosto com a minha mulher e o meu filho desde há 17 ou 18 anos e estávamos a desfrutar um bocado do nosso tempo e de repente sou confrontado com esta situação através do Álvaro e aí entrou muito sentimento na questão. E perante um cenário difícil em que o clube se encontrava eu não podia dizer não nesta altura ao Boavista. Aceitei, sem dúvida nenhuma, por uma questão de sentimento pelo clube.

·         Já afirmou ter uma relação de amizade com Álvaro Braga Júnior desde há muitos anos. Considera-o um bom presidente para o Boavista?

Eu considero que é uma pessoa de coragem porque só uma pessoa de coragem é que assumia o Boavista nas condições em que ele assumiu.

·         Como vê o trabalho dele á frente do clube?

Acho que tem desenvolvido aquilo que é possível desenvolver, mas eu não gostava muito de estar a falar sobre o trabalho do meu presidente. Tenho a minha noção é de que acima de tudo foi preciso uma enorme coragem e valentia para assumir o cargo.

·         Esteve no clube, ainda que como jogador, durante os mandatos de Valentim e João Loureiro. Quais as diferenças que encontra entre uma direcção e outra?

Momentos muito diferentes e logicamente que isso é incomparável. É uma situação em que não há hipótese de comparação possível porque à partida esta direcção encontrou uma situação de completo desequilíbrio e uma coisa é assumirmos um clube quando as coisas estão sólidas como estavam, outra é assumirmos um clube em enormes dificuldades.

 

·         Pegando por outro prisma, regressou ao Bessa oito anos depois de ter sido campeão e para substituir o técnico que o comandou ao título em 2001. O cenário que encontrou no presente já se fazia prever no passado, quando saiu, ou foi um choque?

Não se fazia prever. Durante o meu trajecto aqui, o Boavista com os jogadores sempre cumpriu rigorosamente, depois de ter saído teve presenças na liga dos campeões e tudo isso, logicamente que não me passaria pela cabeça que o Boavista passasse por este enorme problema.

·         Na sua opinião, os portugueses em geral, vêem o Boavista como morto?

Depende. Se falarmos da maioria vêem se calhar o Boavista… ligado à máquina.

·         Afirmou que “por muito que queiram não apagam a história do Boavista”. Quem são essas pessoas que querem mal a este clube?

Não é esse o sentido que quis dizer. O que se sente ou se sentiu em determinada altura era que o Boavista era atacado por todo o lado e por toda a gente. Abria-se o jornal e toda a gente falava do Boavista. Eu acho que qualquer clube merece mais respeito, não gostei de ver muitas situações e muitas entrevistas e muitos comentários porque o clube tem uma história e nessa historia tem pessoas que deram muito ao clube desde que foi fundado e prescindiram de muitas horas em família e de muita coisa. É por isso que eu acho que quando se fala nos clubes é preciso ter algum bom senso e olhar um bocadinho para isso e não se aproveitar de uma situação frágil que o clube atravessa.

·         Acredita num reerguer do Boavista?

Eu acho que temos que acreditar todos.

·         Na apresentação enquanto treinador do Boavista referiu que os jogadores deveriam acreditar nos seus processos de evolução e deixar o Rui participar nisso. Tem acontecido tal como esperava?

Com algumas oscilações. Não estou totalmente satisfeito, mas nós também não somos perfeitos. Contrapondo, há jogadores que praticamente nem tenho que me preocupar com eles porque têm uma disponibilidade e vivem a sua profissão quase de uma forma voluntaria e isso faz com que eles absorvam muito mais a nossa mensagem e são pessoas que mais facilmente se identificam com o que pretendemos. Outros são mais difíceis e a mensagem demora mais tempo a passar e vai haver outros em que a mensagem não vai passar mesmo. Este é um quadro que acontece em qualquer lugar e em qualquer equipa. Isto tem a ver com culturas e a cultura de exigência devia vir de baixo porque muitas vezes apanhamos jogadores que essencialmente se prejudicam a eles próprios e o que me custa mais é ver que há jogadores quer têm qualidade fantásticas mas que não percebem que mais importante do que individualidade há equilíbrio para fazer nas equipas. Estão aqui e agora vamos tentar ver como se articulam e funcionam melhor como equipas. Há jogadores com qualidades fantásticas, alguns deles não estão a jogar neste momento mas eu acredito que possam vir a jogar.

·         Também afirmou que jogar no Boavista tem que significar algo para os jogadores, pois o clube tem um grande historial. Acha que os atletas têm noção do peso da história neste clube e a mística que o envolve?

Não sei. Isso depende muito do sentimento de cada um, como sente. Há jogadores que não se ligam facilmente, há outros que se ligam mais, isso tem muito a ver com a sensibilidade de cada um. Mas chegar aqui, a este estádio, ver as condições de trabalho que têm, o estádio que têm e o apoio que têm tido que tem sido fantástico… se isso não mexer com eles, não vejo como o fazer.

·         Que balanço faz deste início de campeonato do Boavista? Tem corrido como esperava ou conta já com algumas surpresas?

Não tem sido mau, mas é bom que as pessoas entendam uma coisa: o quadro do Boavista é complicado. Nós chegamos quatro dias antes, demos a cara, quantos treinadores vê assim? Nós demos logo a cara e o enquadramento desta equipa, quer se queira ou não, não é um enquadramento normal, não fizemos uma pré-época em condições, eu não tive tempo de ter seis jogos de preparação para testar jogadores, experimentar, ver, não tive hipótese de escolher três ou quatro jogadores que fossem para estarmos mais próximos do jogo que queria. Aqui foi jogar totalmente no risco, foi abrir o peito às balas. Que segurança é que eu tinha se não conhecia os jogadores? Foi assumir um risco enorme, mas o coração falou mais alto e não estou arrependido. Independentemente do que possa acontecer, não estou arrependido porque dei o contributo que o Boavista precisava de mim nesta altura. De um modo geral, estou agradado.

·         Foi bem recebido pelos boavisteiros neste seu regresso a uma casa que o acolheu tantos anos?

Eu não penso muito nisso, mas penso que sim. Nunca tive problemas com os adeptos do Boavista, até porque sempre tive vontade de fazer o melhor. Até como jogador, nunca me custou levantar um dia para vir treinar, sempre joguei nos meus limites e sempre me dediquei muito às causas e esta foi uma em que me dediquei muito e me vou continuar a dedicar.

·         Os adeptos têm sido um suporte para o Boavista nesta fase complicada da vida do clube?

Têm sido porque vivem as coisas, o clube e é impossível para qualquer jogador não sentir a vontade que eles têm e transmitem. O acreditar, o querer, são coisas que o público do Boavista tem conseguido passar para dentro de campo.

·         Mostrou-se agradado com a opção tomada pelo seu ex-companheiro de selecção, Rui Costa, em assumir o cargo de director desportivo do Benfica. Nunca lhe passou pela cabeça ter um papel no futebol como administrativo?

Não porque eu sou um homem de terreno.

·         O que espera do futuro?

Espero essencialmente viver bem no presente. Ter alegria e motivação todos os dias porque sem presente não há futuro possível. Não quero entrar numa visão daquelas pessoas a quem os outros dizem: este vai ter um grande futuro, mas nunca tem um grande presente. Por isso eu prefiro viver dia-a-dia a construir um presente.

P.N. GAIA - SEMPRE PRESENTES!!!

 


publicado por Ultras P.N. Gaia às 11:21
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

A Nossa Panterinha!

 

Aqui fica a foto da nossa panterinha, a Lara. Filha do Gaia tem um grande exemplo de amor ao Boavista a seguir.

 

 

"Lara é o mais novo membro do núcleo. Sendo filha do Gaia concerteza tem todos os atributos para se tornar uma grande boavisteira... Quando menos esperarmos, vamos ver esta panterinha no estádio a carregar a faixa das Girls lado a lado com a de Gaia!"


publicado por Ultras P.N. Gaia às 22:17
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